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domingo, 19 de fevereiro de 2017

DISCIPULADOR NÃO É MENTOR

Texto Base -> Mateus 6:33


Hoje pela manhã eu meditava nas maravilhas que o Senhor nosso Deus fez, desde a fundação do mundo, todas as batalhas, intervenções, plano perfeito executado pelo seu filho amado Jesus Cristo que se colocou à disposição para executar. 

Não pude deixar de perceber na situação do mundo atual, frente as confrontações ao ensino do evangelho que temos visto e observado, na maioria com total repúdio é claro.


Em meio a tudo isso, ao nosso redor vemos reclamações, frustrações, pessoas prometendo que vão desistir e outras desistindo de fato. Muitas perguntas, mas com a sensação de que as respostas que estão chegando não são o que esperamos. 

Mas o que está acontecendo? Teria Deus se calado como fez no período interbíblico, onde o Senhor ficou aproximadamente 400 anos sem faltar com seu povo, nem através dos profetas?


Claro que não, a resposta para isso é muito simples! Na verdade já foi dita diversas vezes e não é novidade para ninguém!


1. ANATOMIA DO PROBLEMA
Mesmo nascendo num lar evangélico não nos garante estarmos livres de todo tipo de influência negativa por idéias contrárias a palavra de Deus, métodos humanos que numa primeira análise parecem fazer todo sentido, mas quando submetido a luz do evangelho não resiste o modelo santo e justo de Cristo.

Essas ideias vão chegando, entrando de várias partes, de pessoas que temos como referência de ética, conhecimento acadêmico e acredite, até eclesiástico. O problema disso é a mistura que faz na mente cristã que está em processo de aprendizado, lutando contra as mudanças, brigando com o velho homem que aqui nem estamos falando do pecado, mas a visão real do que é vencer, conquistar, renunciar, submeter e obedecer.

Enquanto nossos valores estão sendo suplantados pelo caráter de Deus, ainda é um processo que leva tempo e dedicação, no meio de tudo isso sofrem alterações suaves e até mesmo profundas por estas idéias, e o caráter que deveria ser de Deus, vira uma mistura da palavra de Deus com valores pessoais corrompidos pela geração de Adão onde nossos alvos carnais, mundanos e seculares se tornam o nosso principal objetivo, e o Ide de Jesus fica tão distante e em muitos casos nem aparece mais no radar, nem de longe.

2. SÍNDROME DO NINHO VAZIO
O processo de conversão genuíno, ou da mudança do velho homem para o novo homem pode causar o que alguns especialistas chamam de síndrome do ninho vazio, ou seja, os pensamentos, ações, valores, o significado de vencer é completamente alterado e dá a sensação real de um vazio.

No entanto é necessário ficar vazio, o copo precisa esvaziar para encher novamente, mas isso não acontece da noite para o dia. Para entender melhor essa ideia, vou relatar uma experiência pessoal que tive alguns anos atrás. Eu era o principal executivo de uma grande empresa na área de tecnologia da informação por quase 9 anos, fui convidado a ser o principal executivo desta mesma empresa, porém na área de Recursos Humanos, comumente conhecido como RH. Foi uma mudança incrível, sair de exatas para humanas não é algo trivial, contudo enfrentei o desafio.

Me lembro que nos primeiros 6 meses fiquei dividido entre a antiga área e a nova área, pois sempre amei a tecnologia da informação e parecia faltar algo na minha vida, um buraco imenso que não se preenchia tão rapidamente.

Nesse tempo tive uma ideia, vou tocar as 2 juntas, era a ideia mais lógica então que passava na minha cabeça, porém para me ajudar nesse processo de transição eu tive um coach. Em uma de nossas conversas comentei que estava difícil para eu deixar totalmente a área de tecnologia e que poderia ajudar o atual gestor e continuar com meus projetos em RH, esse coach apenas me disse algo que me fez pensar: Você pode ajudar, porém, você será avaliado apenas pelo RH e não pela tecnologia.

Foi incrível, pois eu estaria empreendendo energia e esforço em algo que eu não seria avaliado, e se porventura, me atrapalhasse nas minhas metas do RH, eu jamais poderia dizer que não as cumpri por causa da minha função anterior.

Aplicando este exemplo no reino de Deus, vejo muitos irmãos e até pastores que estão vivendo uma nova vida, o novo homem, mas com ideias, métodos e objetivos do velho homem. Com certeza nosso trabalho secular é importante em vários aspectos para cada um, porém devemos entender que no final do dia, para chegar no céu, os critérios de avaliação serão em relação ao novo homem.

Sempre seremos avaliados pela pregação do evangelho, pelo modelo mental de Jesus, não vai adiantar falar que não fizemos porque não tivemos tempo, porque empreendermos esforços e energia na função anterior, ou nas ideias, métodos e modelos do velho homem. 

3. DISCIPULADO NÃO É MENTORIA!
Ao longo dos dias vemos muitos cristãos que veem Cristo mais como um mentor e não como um discipulador. Um mentor apenas sugere para levá-lo a conquista do que você deseja, e se você entende que está ajudando, você mantém a mentoria, mas caso não esteja satisfeito, você demite e troca de mentor. 

Muitos tem Jesus como um mentor, estabelecem uma meta, um objetivo baseado nos próprios desejos vinculando o evangelho para "agradar" o próprio ego e desejo, bem como também a Cristo Jesus.

Quem escolhe ser discipulado, não pode definir como o discipulador vai trabalhar com o discípulo. Em João 15:16 Jesus disse: "Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda." Interessante refletir sobre isso, pois o discipulador tem uma missão dura, porém gratificante.

Jesus tinha a missão de gerar o caráter do seu Pai em seus discípulos, e caráter só é gerado quando não há processo de escolha voluntária como ocorre na mentoria. Não podemos desistir ou escolher o que vamos mudar. Um discipulador tem a chave e a mão firme para romper completamente do velho homem levando para o novo homem. Ninguém consegue fazer isso sozinho, é necessário que Cristo se mova em nossa vida pela palavra de Deus.

O discípulo muda porque se submete e obedece, logo não escolhe o que vai mudar, mas entende que o processo de mudança é como a dor que antecede o parto, ou seja, antes mesmo da mudança ocorrer plenamente a dor vem muito antes. 

Outro exemplo é quando Jesus mesmo sendo Deus, não usurpou ser Deus, mas servo, obediente até a morte e morte de cruz. Isso é ser discipulado, submeter e obedecer.

Quem não entende esse princípio, não consegue mudar, não consegue ser discípulo, nem tampouco entrará no reino dos céus e muitos menos gerar discípulos saudáveis.

4. COMO CRIANÇA ME GIRA NO AR
Somente vamos viver as promessas de Deus quando nosso foco estiver em Mateus 6:33, fazer das atividades seculares um apoio, um meio, não um início e muito menos um fim para chegar aos céus.

As promessas estão atreladas a submissão e obediência. Em Filipenses 2:5-9 o Apóstolo Paulo fala: "Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome".

Ninguém deu melhor exemplo de submissão e obediência do que Jesus, isso só acontece em discipulado. 

É confiar absolutamente em Deus, como um pai que gira uma criança no ar, a confiança da criança é absoluta no pai. Confiar é submeter, obedecer, mesmo quando não compreende ou entende, mesmo que sua visão racional ou espiritual esteja enxergando.

Você realmente é um discípulo de Jesus? Ou tem Jesus como um mentor? Você tem escolhido em que você quer mudar? Em que você quer submeter? Em que vai obedecer?

De tudo isso, no final do dia, quando chegarmos na glória o que você vai apresentar ao Senhor Jesus? As obras seculares? Ou as mãos com as marcas dos serviços prestados no reino através do cumprimento do Ide de Jesus?

Coloque Deus na frente das suas finanças, na frente de seus interesses pessoais, em primeiro lugar nos seus relacionamentos e também em primeiro lugar na situações.

Dessa forma podemos resumir tudo isso em apenas um: Coloque Deus em primeiro lugar no seu TEMPO!

Que Deus te abençoe tremendamente.

Ap Junior Silva

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